Heineken encerra fábrica em Pacatuba e demite funcionários
Clima de tensão marca últimos dias antes do fechamento da Heineken em Pacatuba
Kid Junior A unidade da Heineken em Pacatuba encerrou suas atividades nesta terça-feira (2), deixando um clima de forte apreensão entre os colaboradores. Apenas um dia antes do anúncio, os funcionários haviam participado de treinamento e dinâmica em grupo, o que aumentou ainda mais o sentimento de surpresa e insegurança.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas do Ceará (Sindibebidas), 98 empregados diretos foram desligados. O sindicato afirma que já negociou benefícios para os trabalhadores, e que a empresa apresentará propostas de transferência para unidades de Pernambuco e São Paulo.
Fontes internas apontam que cerca de 250 terceirizados também podem ter sido afetados, embora a Heineken não tenha confirmado números.
Um técnico eletricista, que pediu anonimato por medo de represálias, relatou que os últimos dias foram de “muita angústia” e de “ansiedade generalizada” devido à incerteza sobre o futuro da fábrica.
Em nota, o Grupo Heineken agradeceu a parceria com Pacatuba ao longo dos anos e afirmou estar empenhado em garantir uma transição “transparente, responsável e com atenção às pessoas”.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do município, João José Pinto, informou que a gestão já busca alternativas para minimizar o impacto da saída da empresa. “A prefeita já esteve reunida com o governador Elmano para tratar do assunto. É uma grande perda para a cidade”, afirmou.
A Prefeitura de Pacatuba não informou qual era o peso da fábrica na arrecadação municipal, mas ressaltou que parte significativa dos funcionários vinha de outras cidades e estados, por se tratar de uma multinacional.






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