• Pacatuba, 02/03/2026
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Março Azul reforça importância da prevenção contra o câncer colorretal

Campanha alerta para diagnóstico precoce e destaca que mais de 60% dos casos ainda são descobertos em estágio avançado


Março Azul reforça importância da prevenção contra o câncer colorretal Foto: Reprodução
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A detecção tardia ainda é um dos principais desafios no enfrentamento do câncer colorretal no Brasil. Levantamento com base no Registro Hospitalar de Câncer aponta que mais de 60% dos diagnósticos da doença ocorrem em estágios avançados, reduzindo significativamente as chances de cura e tornando o tratamento mais complexo.

Conhecido popularmente como câncer de intestino, o tumor está entre os mais incidentes no país. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que a doença ocupa a segunda posição em frequência nacional. No Ceará, aparece como o quarto tipo mais comum entre homens e o quinto entre mulheres, atrás de neoplasias como as de próstata e mama feminina.

Diante desse cenário, a campanha Março Azul intensifica as ações de conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce. Segundo o gastroenterologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva – Ceará (SOBED-CE), Dr. Alessandrino Terceiro, o câncer colorretal é uma das neoplasias com maior potencial de prevenção.

“Com a realização de exames, os pólipos e as lesões podem ser identificados em fases iniciais e removidos antes de se transformarem em câncer, elevando as chances de cura em até 90% dos casos”, explica o especialista.

O exame considerado padrão-ouro para o rastreamento é a colonoscopia, indicada a partir dos 45 anos ou antes, em pessoas com histórico familiar da doença. Apesar da recomendação médica, ainda há resistência por parte da população, muitas vezes associada ao receio do procedimento ou ao desconhecimento sobre sua importância preventiva.

A ausência de sintomas nas fases iniciais também contribui diretamente para o diagnóstico tardio. Em diversos casos, pacientes procuram atendimento apenas após sinais como sangramento intestinal, anemia ou perda de peso — quando a doença já pode estar em estágio mais avançado.

Além da idade e da predisposição genética, hábitos de vida influenciam diretamente no risco de desenvolvimento do câncer colorretal. Alimentação rica em ultraprocessados e carnes embutidas, baixo consumo de fibras, obesidade, sedentarismo, tabagismo e ingestão excessiva de álcool estão entre os principais fatores associados ao surgimento do tumor.

Estimativas recentes do INCA projetam cerca de 781 mil novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028, reforçando a dimensão do problema. Para o médico, ampliar o acesso à informação e incentivar a realização de exames preventivos são medidas fundamentais para mudar esse panorama.









“A recomendação médica é não esperar sentir algo para buscar acompanhamento. O câncer de intestino não avisa. Prevenir ainda é a forma mais eficaz de salvar vidas”, conclui.

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