• Pacatuba, 03/02/2026
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Decisão final sobre afastamento será votada pelo diretório municipal em fevereiro

Processo interno aponta divergências políticas e alinhamento do parlamentar a grupos bolsonaristas como principal motivação


Decisão final sobre afastamento será votada pelo diretório municipal em fevereiro Foto: Reprodução
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A Executiva Municipal do PDT em Fortaleza aprovou, nesta segunda-feira (19), a expulsão do vereador PP Cell dos quadros do partido. A decisão ainda não é definitiva e precisará ser confirmada em votação do diretório municipal, marcada para o próximo dia 23 de fevereiro. A informação foi confirmada pelo presidente da sigla na capital, Iraguassú Filho.

De acordo com o dirigente, todas as etapas previstas no processo interno foram cumpridas, incluindo o direito à ampla defesa e ao contraditório. “O vereador teve garantido o direito de defesa e, no âmbito do diretório municipal, resta apenas uma última manifestação, em forma de sustentação oral”, afirmou.

PP Cell é atualmente o único vereador do PDT na Câmara Municipal de Fortaleza que mantém posicionamento alinhado a grupos bolsonaristas, atuando de forma oposicionista ao prefeito Evandro Leitão (PT). Com a possível expulsão, a tendência é que o parlamentar deixe o partido e se filie ao Partido Liberal (PL).

O processo disciplinar teve início no começo de janeiro, após o Conselho de Ética Municipal do PDT aprovar parecer favorável à expulsão. A representação foi apresentada pelo vereador Adail Júnior, primeiro vice-presidente da sigla em Fortaleza, e teve como base divergências frequentes nas votações e no posicionamento político adotado pelo parlamentar.

Caso a expulsão seja confirmada, PP Cell ficará livre para disputar as eleições de 2026 por outra legenda. O vereador já sinalizou a intenção de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, possivelmente pelo PL. A saída também abre espaço para uma reorganização interna do PDT na formação das chapas proporcionais.

Procurado, PP Cell afirmou que está analisando o caso com sua equipe jurídica e não descarta recorrer à Justiça. “A tendência é que a gente recorra e aguarde os próximos passos”, declarou.

O episódio ocorre em meio a um processo de reposicionamento político do PDT no Ceará, intensificado após a saída de lideranças históricas como Roberto Cláudio e Ciro Gomes. Com a aproximação do partido às gestões estadual e municipal, parlamentares em oposição a essas administrações passaram a avaliar mudanças de legenda.


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