• Pacatuba, 23/06/2026
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PF mira senador Jaques Wagner em nova fase da Operação Compliance Zero

Operação autorizada pelo STF cumpriu mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo e Distrito Federal e investiga possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima.


PF mira senador Jaques Wagner em nova fase da Operação Compliance Zero Foto: Alessandro Dantas
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga um suposto esquema de irregularidades que pode envolver crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Entre os alvos da operação está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. De acordo com a investigação, os agentes apuram a possível concessão de um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões, em Salvador, que teria sido oferecido ao parlamentar como vantagem indevida pelo empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, mensagens analisadas durante a investigação apontam que o senador teria compartilhado informações sobre o imóvel, incluindo dados da unidade, valores e contatos relacionados ao empreendimento imobiliário. No dia seguinte, ainda conforme os investigadores, também teria encaminhado material de apresentação comercial do apartamento.

A linha investigativa busca esclarecer se a negociação do imóvel teria sido realizada por meio de estruturas empresariais e financeiras utilizadas para ocultar a origem dos recursos empregados na transação.

Além dos mandados de busca e apreensão, a decisão judicial impôs medidas cautelares aos investigados, como restrições de comunicação entre eles e suspensão de passaportes.

Em nota, a defesa de Augusto Ferreira Lima afirmou que considera as diligências desnecessárias e ressaltou que o empresário permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Os advogados sustentam que a apuração deverá demonstrar a regularidade das operações investigadas.







Até o momento, o senador Jaques Wagner não havia se manifestado publicamente sobre o caso.

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