• Pacatuba, 27/02/2026
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Carnaval 2026: contratações movimentam milhões e ampliam debate sobre gastos públicos no Ceará

Levantamento revela forte disparidade nos investimentos municipais e levanta discussão sobre prioridades em cidades sob restrições financeiras


Carnaval 2026: contratações movimentam milhões e ampliam debate sobre gastos públicos no Ceará foto: Samuel Setubal
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As contratações de atrações musicais para o Carnaval de 2026 já movimentam milhões de reais nos municípios cearenses. Os valores destinados aos shows variam de R$ 3 mil a mais de R$ 8 milhões, evidenciando a disparidade nos investimentos públicos entre as cidades do Estado.

Apesar da manutenção das programações festivas, os custos passaram a preocupar gestores municipais. Prefeitos relatam dificuldades para equilibrar os orçamentos diante do aumento expressivo dos cachês cobrados por artistas e produtoras. O cenário econômico, marcado pela redução na arrecadação municipal, intensificou o debate entre os gestores.

A elevação dos gastos ocorre em um momento de impacto financeiro para as prefeituras, influenciado por mudanças no Imposto de Renda e pelo reajuste do salário mínimo. Mesmo diante das restrições, os municípios avançaram com as contratações, enquanto representantes das gestões locais discutem alternativas para minimizar os efeitos dos custos sobre os cofres públicos.

O levantamento também chama atenção para Quixadá, que, mesmo em situação de emergência por seca, destinou R$ 1,9 milhão para contratações artísticas. O dado reforça a discussão sobre a definição de prioridades na aplicação dos recursos em cidades que enfrentam dificuldades financeiras decorrentes da estiagem.

Municípios e valores gastos com contratações para o Carnaval 2026

Menor volume de gasto:
Palhano – R$ 320.000,00
Miraíma – R$ 312.802,00
Fortaleza – R$ 307.560,00
Chorozinho – R$ 291.500,00
Brejo Santo – R$ 267.000,00
Fortim – R$ 244.400,00
Orós – R$ 225.000,00
Catarina – R$ 203.200,00
São João do Jaguaribe – R$ 180.000,00
Quiterianópolis – R$ 15.000,00 (em emergência por seca)
Maranguape – R$ 24.000,00
Maracanaú – R$ 3.000,00

Volume intermediário de gasto:
Camocim – R$ 1.900.000,00
Quixadá – R$ 1.900.000,00 (em emergência por seca)
Solonópole – R$ 1.370.000,00
Barroquinha – R$ 1.260.000,00
Viçosa do Ceará – R$ 1.260.000,00
Crato – R$ 1.220.000,00
Itaiçaba – R$ 1.215.000,00
Nova Russas – R$ 1.021.441,00
Itapipoca – R$ 1.005.000,00
Pentecoste – R$ 950.000,00
Senador Pompeu – R$ 900.000,00
Banabuiú – R$ 780.000,00
Moraújo – R$ 780.000,00
Várzea Alegre – R$ 663.000,00

Maior volume de gasto:
Aquiraz – R$ 8.474.000,00
Paracuru – R$ 8.424.500,00
Aracati – R$ 7.405.000,00
São Gonçalo do Amarante – R$ 5.815.000,00
Cascavel – R$ 4.100.000,00
Granja – R$ 3.100.000,00
Beberibe – R$ 2.960.000,00
Acaraú – R$ 2.875.000,00
Itarema – R$ 2.713.000,00
Crateús – R$ 2.460.000,00
Horizonte – R$ 2.305.000,00
Jaguaruana – R$ 2.225.000,00
Canindé – R$ 2.180.000,00
Tianguá – R$ 2.079.934,00









Os dados reforçam o debate sobre o impacto dos investimentos festivos nas finanças municipais, especialmente em um contexto de restrições orçamentárias e desafios econômicos enfrentados pelas administrações locais.

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