• Pacatuba, 16/04/2026
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Brasil registra queda de 75% nos casos de dengue em 2026

Fortalecimento da vigilância sanitária e novas tecnologias impulsionam a diminuição dos casos em 2026


Brasil registra queda de 75% nos casos de dengue em 2026 Foto: Reprodução
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Os casos de dengue registrados no Brasil caíram 75% nos primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde.

Entre 1º de janeiro e 11 de abril, foram notificados 227,5 mil casos prováveis da doença. No mesmo intervalo de 2025, o total havia sido de 916,4 mil registros. A redução acompanha uma tendência de queda observada desde o ano passado, quando o país somou 1,7 milhão de casos, após o pico de 6,6 milhões em 2024.

De acordo com o Ministério da Saúde, o resultado está relacionado ao fortalecimento das ações de vigilância e controle do mosquito transmissor. Entre as medidas adotadas está a ampliação do uso de ovitrampas, já presentes em 1,6 mil municípios brasileiros, com previsão de alcançar 2 mil cidades até o fim deste ano.

Também fazem parte das estratégias o uso de insetos estéreis e a expansão do método Wolbachia, previsto para 72 municípios prioritários.

Vacinação avança no país

Na área da imunização, o governo informou que 1,4 milhão de doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo da campanha iniciada em 2024.

Em 2026, passou a ser ofertada em caráter piloto a vacina nacional de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante está sendo aplicado em três municípios, contemplando pessoas de 12 a 59 anos, além de profissionais de saúde.

Queda em outras doenças infecciosas

O Ministério da Saúde também divulgou dados positivos sobre outras doenças infecciosas. Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda de 15% em relação ao ano anterior. As mortes também recuaram 28%, passando de 54 para 39 registros.











Na Terra Indígena Yanomami, houve redução de 22% nos casos e de 80% nos óbitos. Segundo a pasta, os resultados estão associados à ampliação do diagnóstico, tratamento e à intensificação da busca ativa de pacientes.

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