• Pacatuba, 04/02/2026
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Governo federal anuncia estratégia permanente de Estado contra o crime organizado

Plano prevê atuação contínua da Polícia Federal, Receita Federal e órgãos de controle para enfraquecer o poder econômico das organizações criminosas


Governo federal anuncia estratégia permanente de Estado contra o crime organizado Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o combate ao crime organizado ao status de ação permanente de Estado, estabelecendo uma atuação integrada e contínua entre órgãos do Executivo, Ministério Público e Judiciário. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (15/01) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião realizada no Palácio do Planalto.

O encontro contou com a participação de ministros, autoridades do sistema de Justiça e dirigentes de órgãos estratégicos, como a Polícia Federal, Receita Federal, Banco Central e Ministério Público. Segundo o ministro, a iniciativa tem como principal objetivo coordenar ações institucionais para enfrentar o avanço e a complexidade das organizações criminosas no país.

De acordo com o governo, a nova estratégia prevê que a Polícia Federal e a Receita Federal continuem exercendo suas funções de investigação penal e fiscal, porém de forma alinhada e cooperativa com o Ministério Público e o Judiciário. A proposta busca aumentar a efetividade das investigações, das denúncias e das decisões judiciais, reduzindo falhas e sobreposições entre os órgãos.

A articulação institucional contará com o apoio dos conselhos nacionais do Ministério Público e da Justiça, respeitando as competências constitucionais de cada instituição. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, manifestaram apoio à criação de um espaço permanente de cooperação entre os Poderes.

Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a integração entre os órgãos já apresenta resultados concretos e deverá ser ampliada, incluindo cooperação com o Banco Central, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e autoridades internacionais. Ele citou como exemplo uma operação que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de drogas na Espanha, considerada a maior do país, fruto de investigações conduzidas no Brasil.

Outra frente prioritária da estratégia é o enfrentamento ao poder econômico das organizações criminosas. Nesse contexto, Andrei Rodrigues destacou que a Polícia Federal tem intensificado ações de inteligência para atingir líderes e estruturas financeiras das quadrilhas. “Enfrentar o poder econômico do crime organizado é essencial para que a gente tenha resultados efetivos e duradouros”, afirmou.

Novas medidas deverão ser detalhadas em reuniões futuras, incluindo a reorganização da equipe do Ministério da Justiça e o fortalecimento da cooperação federativa com estados e governadores. Para o ministro Wellington César Lima, a iniciativa representa uma mudança estrutural na resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, reconhecendo a necessidade de uma atuação integrada, contínua e de longo prazo.

“Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, concluiu o ministro.

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