Capitão Wagner defende Ciro no Ceará
Candidato ao Senado afirma que tentativa de associar Ciro Gomes ao bolsonarismo não deve prosperar e destaca as alianças formadas para a disputa estadual.
Foto: Amanda Camelo A formação da chapa de oposição para as eleições de 2026 no Ceará continua gerando repercussão entre as principais lideranças políticas do Estado. Em meio às alianças construídas para a disputa pelo Governo do Ceará, o candidato ao Senado Capitão Wagner comentou a aproximação com Ciro Gomes e rejeitou a tentativa de relacionar o ex-governador e ex-ministro ao bolsonarismo.
A declaração ocorreu durante a inauguração do comitê do deputado federal Danilo Forte, que disputa a reeleição. O encontro reuniu nomes que passaram a integrar o mesmo grupo político, entre eles Ciro Gomes, Capitão Wagner, Roberto Cláudio e Alcides Fernandes.
Segundo Wagner, a presença de lideranças identificadas com diferentes setores da direita no mesmo palanque não significa que Ciro tenha passado a integrar o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O candidato ao Senado também lembrou que Ciro e Bolsonaro estiveram em lados opostos nas eleições presidenciais e avaliou que uma tentativa de criar essa associação não deve encontrar respaldo entre os eleitores.
Uma aliança que reúne antigos adversários
A aproximação entre Ciro Gomes e Capitão Wagner chama atenção justamente pelo histórico de divergências entre os dois.
Durante o evento, Ciro falou sobre o período em que os dois eram adversários políticos. O tucano reconheceu que fez críticas a Wagner no passado e afirmou ter pedido desculpas pelas posições adotadas naquele período.
Ciro também mencionou que as diferenças políticas estavam relacionadas, entre outros fatores, à postura de Wagner em relação ao senador Cid Gomes.
A mudança de cenário demonstra como o ambiente eleitoral de 2026 vem reorganizando alianças no Ceará. Antigos adversários passaram a dividir espaços políticos em torno de um projeto comum para a disputa estadual.
Ciro nega proximidade com Bolsonaro
A possibilidade de uma aproximação entre Ciro Gomes e o bolsonarismo também foi questionada durante o evento.
Ao responder sobre o assunto, Ciro destacou que nunca votou em Jair Bolsonaro e lembrou sua participação nas eleições presidenciais de 2018 e 2022, quando concorreu à Presidência da República tendo Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva como adversários.
A declaração reforça a tentativa do grupo de apresentar a aliança estadual como uma composição própria para as eleições no Ceará, reunindo diferentes forças políticas em torno da disputa pelo Governo do Estado.
Com a aproximação entre nomes que já estiveram em lados opostos, a composição da oposição deverá continuar sendo um dos principais assuntos da política cearense até o período eleitoral.





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