Suspeitos de ataque com bomba são presos
Investigações apontam participação de integrantes de torcida organizada no envio de um artefato explosivo à filha do presidente do Ceará; operação também resultou na apreensão de drogas e na prisão de um terceiro suspeito.
Foto: Reprodução As investigações sobre o atentado que teve como alvo a filha do presidente do Ceará Sporting Club ganharam um novo desdobramento. A Polícia Civil do Ceará confirmou a prisão de dois homens apontados como participantes da ação criminosa, ocorrida na última semana, em Fortaleza.
A ofensiva foi realizada por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que apuram a participação de integrantes de uma torcida organizada no planejamento e na execução do crime. Segundo os investigadores, o grupo teria dividido tarefas para viabilizar o atentado e adotado medidas para dificultar a identificação, entre elas o uso de motocicletas com placas adulteradas ou encobertas.
O caso chamou atenção após a filha de João Paulo Silva receber uma encomenda durante uma aula de teatro. Dentro do pacote havia flores, chocolates, uma carta com ameaças direcionadas ao presidente do clube e um artefato explosivo. A jovem passou mal após abrir a embalagem e precisou ser amparada.
Além das duas prisões relacionadas ao atentado, a operação também resultou na captura de um terceiro suspeito por tráfico de drogas. Na residência dele, os policiais apreenderam aproximadamente nove quilos de skunk, um quilo de cocaína, materiais utilizados na preparação de entorpecentes para venda e roupas que, segundo a investigação, possuem ligação com uma torcida organizada.
Os dois investigados responderão pelos crimes de ameaça, explosão, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. O terceiro preso foi autuado por tráfico de drogas.
Apesar das prisões, a Polícia Civil considera o caso em aberto. As diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos, esclarecer a participação de cada investigado e determinar se houve apoio logístico ou financeiro para a execução do atentado.
O episódio ocorreu em meio ao aumento da tensão entre parte da torcida organizada e a diretoria do Ceará Sporting Club, cenário marcado por protestos e cobranças por melhores resultados da equipe.
Após o atentado, João Paulo Silva utilizou as redes sociais para relatar que a filha sofreu um ataque de pânico ao abrir a encomenda. Na publicação, o dirigente afirmou que compreende as críticas relacionadas ao futebol, mas classificou como inaceitável qualquer ação que coloque familiares em risco. Ele também informou que adotou medidas judiciais para reforçar a proteção de sua família e do clube.






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