• Pacatuba, 16/06/2026
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Ministério da Saúde suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após registro de eventos adversos

Medida preventiva foi anunciada pelo Ministério da Saúde após o registro de 42 eventos adversos graves. Até o momento, não há comprovação de relação direta entre os casos investigados e a vacina.


Ministério da Saúde suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após registro de eventos adversos Foto: João Risi / Ministério da Saúde
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O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da aplicação da vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan para prevenção da dengue. A decisão foi tomada após o registro de 42 eventos adversos graves em pessoas imunizadas e permanecerá em vigor até a conclusão das investigações.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa realizada em Brasília. Segundo a pasta, três casos considerados graves, incluindo duas mortes, estão sendo analisados para verificar se existe alguma relação com a vacinação.

As ocorrências envolvem duas mulheres, de 39 e 48 anos, e um homem de 58 anos. Até o momento, o Ministério da Saúde reforça que não há evidências que comprovem ligação direta entre os casos e o imunizante, mas a suspensão segue o princípio da precaução para garantir a segurança da população.

De acordo com o governo federal, a investigação irá analisar diversos fatores, como armazenamento das doses, logística de distribuição, procedimentos de aplicação e possíveis características em comum entre os pacientes afetados.

Desde sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS), em janeiro deste ano, mais de 501 mil doses da Butantan-DV foram aplicadas em todo o país. A vacina foi inicialmente utilizada em uma estratégia piloto nos municípios de Nova Lima, Maranguape e Botucatu, sendo posteriormente ampliada para profissionais da saúde.

A Butantan-DV é considerada a primeira vacina brasileira contra a dengue e foi desenvolvida para oferecer proteção contra os quatro sorotipos do vírus. O imunizante utiliza esquema de dose única e apresentou eficácia global de 79,6%, além de proteção de 89% contra formas graves da doença durante os estudos clínicos.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, destacou que a suspensão temporária não invalida os resultados alcançados pela vacina até agora. Segundo ele, as pessoas que já receberam o imunizante continuam protegidas e a medida busca aprofundar a análise dos casos registrados.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem atendimento médico caso apresentem sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que criará um painel de especialistas para acompanhar as investigações. O órgão ressaltou que a aprovação da vacina ocorreu dentro dos protocolos regulatórios e foi baseada em 17 estudos clínicos que envolveram aproximadamente 16 mil voluntários.










Novas informações sobre o caso deverão ser divulgadas pelo Ministério da Saúde conforme o avanço das investigações.

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