CPI do Crime Organizado pede indiciamento e impeachment de ministros do STF e do PGR
Documento apresentado nesta terça-feira (14) solicita a responsabilização de autoridades do Judiciário e do Ministério Público, além de propor intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro
Foto: Lula Marques/Agência Brasil O relatório final da CPI do Crime Organizado, no Senado Federal, pede o indiciamento e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. O documento será apresentado e votado nesta terça-feira (14), último dia de funcionamento da comissão.
Com mais de 200 páginas, o texto aponta supostas irregularidades e acusa autoridades de crimes de responsabilidade, alegando incompatibilidade com a honra e o decoro de suas funções. Caso aprovado, o relatório será encaminhado aos órgãos competentes para análise e eventuais providências legais.
Segundo o relator, senador Alessandro Vieira, as conclusões da CPI indicam possíveis conflitos de interesse, obstrução de investigações e omissão institucional em apurações relacionadas à infiltração do crime organizado no sistema financeiro. Entre os pontos citados está o chamado “Caso Master”, que teria motivado parte das investigações.
O documento também destaca suspeitas envolvendo relações comerciais, decisões judiciais e eventuais conexões entre autoridades e investigados. As acusações, no entanto, ainda dependerão de análise e confirmação pelos órgãos responsáveis.
Além das medidas contra integrantes do Judiciário e do Ministério Público, o relatório sugere a decretação de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A proposta é justificada pela expansão territorial de facções criminosas e milícias no estado.
O texto afirma ainda que os trabalhos da CPI enfrentaram dificuldades orçamentárias e entraves políticos. De acordo com o relator, a comissão contou com recursos limitados e não teve seu prazo prorrogado.
A votação do relatório está prevista para as 14 horas desta terça-feira. Se aprovado, caberá ao presidente do Senado decidir sobre o encaminhamento dos pedidos de impeachment, enquanto as recomendações criminais serão remetidas às autoridades competentes.






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