Janela partidária pode esvaziar siglas na Alece
Mudanças devem impactar bancadas, comissões e o equilíbrio político na Assembleia Legislativa até abril
Foto: Pedro Albuquerque/Alece A janela partidária, que segue aberta até o dia 3 de abril, pode provocar uma grande reconfiguração na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). Pelo menos 17 deputados estaduais avaliam mudar de partido, o que pode deixar cinco siglas sem representação: PDT, União Brasil, Progressistas, Cidadania e Avante.
O período permite a troca de legenda sem punição por infidelidade partidária e costuma influenciar diretamente a formação de alianças e estratégias eleitorais. No Ceará, as articulações já estão em andamento e envolvem reposicionamento político e busca por melhores condições para as eleições de 2026.
As movimentações já afetam o funcionamento interno da Casa. A formação das Comissões Permanentes foi adiada e deve ocorrer apenas após o fim da janela, já que a divisão das vagas depende do tamanho das bancadas.
O presidente da Alece, Romeu Aldigueri, afirmou que a definição será feita com base na proporcionalidade partidária após a consolidação das mudanças.
Entre os partidos mais impactados está o PDT, que pode perder seus quatro deputados restantes. A legenda, que iniciou a legislatura com a maior bancada, já vinha sofrendo perdas desde o rompimento liderado por Cid Gomes.
No União Brasil, três parlamentares devem migrar para o PSDB, enquanto o deputado Firmo Camurça avalia deixar a sigla para permanecer na base do governo estadual.
Já o Progressistas também enfrenta incertezas, especialmente diante da possível federação partidária. O deputado Leonardo Pinheiro deve se filiar ao PT durante a janela.
Siglas menores, como Cidadania e Avante, correm risco de perder seus únicos representantes, o que pode reduzir ainda mais a diversidade partidária na Casa.






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